O objetivo deste artigo é proporcionar uma abordagem dos princípios da Gestão de Risco no contexto das OSCs.
Na mitologia grega, a história de Aquiles e seu calcanhar é amplamente conhecida. Segundo a lenda, sua mãe o mergulhou no rio Estige para torná-lo invulnerável, segurando-o pelo calcanhar quando ainda era uma criança. Embora tenha se tornado indestrutível em todo o corpo, o calcanhar permaneceu sua única vulnerabilidade, desconhecida por ele. Na Guerra de Troia, Aquiles é fatalmente atingido por uma flecha nesse ponto fraco. Essa narrativa é frequentemente utilizada como metáfora para descrever fragilidades em algo aparentemente invencível.
Assim como Aquiles, as organizações podem possuir vulnerabilidades não percebidas. A Gestão de Risco, nesse contexto, assume papel crucial. Se Aquiles tivesse adotado a gestão de risco, teria identificado sua vulnerabilidade e tomado medidas preventivas, como o uso de uma armadura especial para proteger seu calcanhar. Para contextualizar, risco é a probabilidade de perigo ou de insucesso, que pode resultar em vulnerabilidade para organizações do terceiro setor, seja por multas, desastres naturais, problemas de financiamento ou escândalos de reputação. E a Gestão de Risco é uma abordagem estratégica que envolve a identificação, avaliação e eventual mitigação de ameaças e incertezas, visando proteger os objetivos e recursos da organização.
Aplicação da Gestão de Risco em OSCs:
Dentro do universo das OSCs, alguns cenários críticos merecem atenção na gestão de riscos. Segue alguns exemplos:
Principais Etapas para aplicar a Gestão de Risco:
1. Cultura de Gestão de Risco:
É crucial promover uma cultura de gestão de risco, estimulando a conscientização e responsabilidade entre todos os membros da equipe, independentemente do cargo. Uma das formas de se começar a fazer isso é inserir essa temática nas reuniões de equipe para ensinar o conceito e conscientizar sobre a sua importância.
2. Identificação de Riscos:
As equipes de projeto precisam analisar o contexto específico de seu projeto e criar um conjunto de categorias de risco que se adequem às suas necessidades exclusivas. Algumas possíveis categorias de risco do projeto incluem:
3. Avaliação de Riscos:
Após levantar todos os riscos é preciso analisar e avaliar a probabilidade e impacto de cada um. Para isso você pode se questionar: O que aconteceria se isso realmente ocorresse? Qual é a chance disso acontecer?
Para ponderar sobre um risco é preciso entender como a sua seriedade e seu potencial impacto nos elementos-chave do projeto, tais como cronograma, orçamento, escopo e qualidade.
Uma ferramenta comumente utilizada para a gerenciar os riscos e identificar quais são os mais perigosos é a Matriz de Riscos. Ela é geralmente apresentada como uma tabela, onde os riscos são plotados em relação à sua probabilidade de ocorrência e ao impacto que podem ter no projeto.
A estrutura básica de uma matriz de riscos envolve dois eixos:
Os riscos são então posicionados na matriz de acordo com esses dois fatores. Isso cria uma representação visual que destaca os riscos com maior probabilidade de ocorrência e/ou maior impacto no projeto, como mostrado na imagem a seguir:
Essa visualização permite que a equipe do projeto identifiquem os riscos mais críticos, priorizem ações de mitigação e aloquem recursos de maneira eficiente para lidar com os riscos mais significativos. A matriz de riscos é uma ferramenta valiosa para a tomada de decisões informadas e para o desenvolvimento de estratégias eficazes de gerenciamento de riscos.
4. Desenvolvimento de estratégias de para lidar com os riscos
Após identificar um risco que ultrapasse a linha de tolerância do projeto, a equipe deve criar uma estratégia para lidar melhor com esse risco. Lembre-se de que o objetivo do gerenciamento de riscos NÃO É eliminar todos os riscos do projeto, pois isso é impossível. O propósito é reconhecer quando é necessário agir diante de um risco que ultrapasse os limites toleráveis do projeto.
Você pode optar por seguir nesses caminhos:
5. Implementação e Monitoramento:
Colocar em prática as estratégias de gerenciamento de riscos e monitorar continuamente os riscos para ajustar as estratégias conforme necessário. Para que isso aconteça de fato é essencial estabelecer uma rotina adequada ao perfil da sua organização, em termos de frequência e formato. Leva tempo até encontrar a melhor forma de fazer o monitoramento e mesmo após encontrá-la seja necessária alguns ajustes.
É crucial observar que os riscos mudam com o tempo, portanto, eles devem ser revisados periodicamente, considerando sua probabilidade e impacto. Também é uma boa prática rever as estratégias para garantir que ainda sejam relevantes para o contexto e os riscos atuais.
Para a escolha das práticas de implementação e monitoramento, prefira o simples, invés do complexo e burocrático.
Ao iniciar a Gestão de Risco em OSCs:
Para iniciar o processo de gestão de risco, comece pelo simples. Treine a mentalidade da equipe e promova a incorporação dessa prática à cultura organizacional. A gestão de risco não é uma tarefa isolada, mas um processo contínuo que deve se integrar ao dia a dia da organização; por isso, é importante ter um ritual.
A gestão de risco, embora possa parecer complexa, é uma ferramenta valiosa para garantir a resiliência e adaptação de uma OSCs em um mundo repleto de incertezas. Ao adotar essa abordagem, as OSCs podem proteger seus recursos, manter a confiança das partes interessadas e continuar a trabalhar eficazmente em prol de suas causas, independentemente dos desafios enfrentados.
Lembre-se, é um processo gradual. Tenha paciência e comece de maneira simples. Muitas vezes, pode não haver recursos para se proteger de todos os riscos, mas é crucial conhecê-los e priorizá-los Não permita que a organização seja surpreendida, como Aquiles na história. Conheça seus pontos vulneráveis!
O objetivo deste artigo é proporcionar uma abordagem dos princípios da Gestão de Risco no contexto das OSCs.
Na mitologia grega, a história de Aquiles e seu calcanhar é amplamente conhecida. Segundo a lenda, sua mãe o mergulhou no rio Estige para torná-lo invulnerável, segurando-o pelo calcanhar quando ainda era uma criança. Embora tenha se tornado indestrutível em todo o corpo, o calcanhar permaneceu sua única vulnerabilidade, desconhecida por ele. Na Guerra de Troia, Aquiles é fatalmente atingido por uma flecha nesse ponto fraco. Essa narrativa é frequentemente utilizada como metáfora para descrever fragilidades em algo aparentemente invencível.
Assim como Aquiles, as organizações podem possuir vulnerabilidades não percebidas. A Gestão de Risco, nesse contexto, assume papel crucial. Se Aquiles tivesse adotado a gestão de risco, teria identificado sua vulnerabilidade e tomado medidas preventivas, como o uso de uma armadura especial para proteger seu calcanhar. Para contextualizar, risco é a probabilidade de perigo ou de insucesso, que pode resultar em vulnerabilidade para organizações do terceiro setor, seja por multas, desastres naturais, problemas de financiamento ou escândalos de reputação. E a Gestão de Risco é uma abordagem estratégica que envolve a identificação, avaliação e eventual mitigação de ameaças e incertezas, visando proteger os objetivos e recursos da organização.
Aplicação da Gestão de Risco em OSCs:
Dentro do universo das OSCs, alguns cenários críticos merecem atenção na gestão de riscos. Segue alguns exemplos:
Principais Etapas para aplicar a Gestão de Risco:
1. Cultura de Gestão de Risco:
É crucial promover uma cultura de gestão de risco, estimulando a conscientização e responsabilidade entre todos os membros da equipe, independentemente do cargo. Uma das formas de se começar a fazer isso é inserir essa temática nas reuniões de equipe para ensinar o conceito e conscientizar sobre a sua importância.
2. Identificação de Riscos:
As equipes de projeto precisam analisar o contexto específico de seu projeto e criar um conjunto de categorias de risco que se adequem às suas necessidades exclusivas. Algumas possíveis categorias de risco do projeto incluem:
3. Avaliação de Riscos:
Após levantar todos os riscos é preciso analisar e avaliar a probabilidade e impacto de cada um. Para isso você pode se questionar: O que aconteceria se isso realmente ocorresse? Qual é a chance disso acontecer?
Para ponderar sobre um risco é preciso entender como a sua seriedade e seu potencial impacto nos elementos-chave do projeto, tais como cronograma, orçamento, escopo e qualidade.
Uma ferramenta comumente utilizada para a gerenciar os riscos e identificar quais são os mais perigosos é a Matriz de Riscos. Ela é geralmente apresentada como uma tabela, onde os riscos são plotados em relação à sua probabilidade de ocorrência e ao impacto que podem ter no projeto.
A estrutura básica de uma matriz de riscos envolve dois eixos:
Os riscos são então posicionados na matriz de acordo com esses dois fatores. Isso cria uma representação visual que destaca os riscos com maior probabilidade de ocorrência e/ou maior impacto no projeto, como mostrado na imagem a seguir:
Essa visualização permite que a equipe do projeto identifiquem os riscos mais críticos, priorizem ações de mitigação e aloquem recursos de maneira eficiente para lidar com os riscos mais significativos. A matriz de riscos é uma ferramenta valiosa para a tomada de decisões informadas e para o desenvolvimento de estratégias eficazes de gerenciamento de riscos.
4. Desenvolvimento de estratégias de para lidar com os riscos
Após identificar um risco que ultrapasse a linha de tolerância do projeto, a equipe deve criar uma estratégia para lidar melhor com esse risco. Lembre-se de que o objetivo do gerenciamento de riscos NÃO É eliminar todos os riscos do projeto, pois isso é impossível. O propósito é reconhecer quando é necessário agir diante de um risco que ultrapasse os limites toleráveis do projeto.
Você pode optar por seguir nesses caminhos:
5. Implementação e Monitoramento:
Colocar em prática as estratégias de gerenciamento de riscos e monitorar continuamente os riscos para ajustar as estratégias conforme necessário. Para que isso aconteça de fato é essencial estabelecer uma rotina adequada ao perfil da sua organização, em termos de frequência e formato. Leva tempo até encontrar a melhor forma de fazer o monitoramento e mesmo após encontrá-la seja necessária alguns ajustes.
É crucial observar que os riscos mudam com o tempo, portanto, eles devem ser revisados periodicamente, considerando sua probabilidade e impacto. Também é uma boa prática rever as estratégias para garantir que ainda sejam relevantes para o contexto e os riscos atuais.
Para a escolha das práticas de implementação e monitoramento, prefira o simples, invés do complexo e burocrático.
Ao iniciar a Gestão de Risco em OSCs:
Para iniciar o processo de gestão de risco, comece pelo simples. Treine a mentalidade da equipe e promova a incorporação dessa prática à cultura organizacional. A gestão de risco não é uma tarefa isolada, mas um processo contínuo que deve se integrar ao dia a dia da organização; por isso, é importante ter um ritual.
A gestão de risco, embora possa parecer complexa, é uma ferramenta valiosa para garantir a resiliência e adaptação de uma OSCs em um mundo repleto de incertezas. Ao adotar essa abordagem, as OSCs podem proteger seus recursos, manter a confiança das partes interessadas e continuar a trabalhar eficazmente em prol de suas causas, independentemente dos desafios enfrentados.
Lembre-se, é um processo gradual. Tenha paciência e comece de maneira simples. Muitas vezes, pode não haver recursos para se proteger de todos os riscos, mas é crucial conhecê-los e priorizá-los Não permita que a organização seja surpreendida, como Aquiles na história. Conheça seus pontos vulneráveis!
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